A tua palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho

Liturgia de Hoje

 

A Liturgia de Hoje é muito mais do que uma simples rotina religiosa — é o modo como a Igreja nos convida a entrar, diariamente, no ritmo de Deus. Por meio da liturgia, o tempo se torna sagrado: cada dia é uma nova oportunidade para encontrar Cristo vivo, presente na Palavra proclamada, nos sacramentos celebrados e na comunidade reunida.

Cada dia litúrgico traz consigo uma riqueza espiritual única. As leituras da Palavra de Deus nos conduzem por um itinerário de fé, esperança e caridade, iluminando os desafios da vida cotidiana com a luz do Evangelho. Os salmos nos ensinam a rezar com o coração, elevando nossas alegrias e dores a Deus. E a homilia é o momento em que o Espírito Santo fala ao nosso coração através do ministério da pregação.
 
Através da Liturgia de Hoje, os fiéis são convidados a mergulhar no mistério pascal de Cristo — Sua paixão, morte e ressurreição — que dá sentido à nossa existência. Participar ativamente da liturgia é abrir-se à graça de Deus que transforma e santifica.
 
Convido cada cristão a acolher a liturgia diária como alimento para a alma, como escola de oração e como encontro verdadeiro com o Amor divino. Que possamos viver cada celebração com fé renovada, permitindo que a Palavra e os sacramentos nos moldem à imagem de Cristo.
 

Leituras de Hoje

 
 

Liturgia do Dia 11 de fevereiro de 2026: 5ª Semana do Tempo Comum

1ª Leitura: 1Rs 10,1-10
Salmo Responsorial:  Sl 83(84),3.4.5 e 10.11 (R. 2)
Evangelho: Mc 7,1-13

Cor Litúrgica: Verde

1ª Leitura

1Rs 10,1-10

Primeira Leitura (1Rs 10,1-10)

Leitura do Primeiro Livro dos Reis.

Naqueles dias, 1 a rainha de Sabá, tendo ouvido falar — para a glória do Senhor — da fama de Salomão, veio prová-lo com enigmas. 2 Chegou a Jerusalém com numerosa comitiva, com camelos carregados de aromas, e enorme quantidade de ouro e pedras preciosas. Apresentou-se ao rei Salomão e expôs-lhe tudo o que tinha em seu pensamento. 3 Salomão soube responder a todas as suas perguntas: para ele nada houve tão obscuro que não pudesse esclarecer. 4 Quando a rainha de Sabá viu toda a sabedoria de Salomão, a casa que tinha construído, 5 os manjares da sua mesa, os cortesãos sentados em ordem à mesa, as diversas classes dos que o serviam e suas vestes, os copeiros, os holocaustos que ele oferecia no templo do Senhor, ficou pasmada e disse ao rei: 6 "Realmente era verdade o que eu ouvi no meu país a respeito de tuas palavras e de tua sabedoria! 7 Eu não queria acreditar no que diziam, até que vim e vi com os meus próprios olhos, e reconheci que não me tinham dito nem a metade. Tua sabedoria e tua riqueza são muito maiores do que a fama que chegara aos meus ouvidos. 8 Feliz a tua gente, felizes os teus servos que gozam sempre da tua presença e que ouvem a tua sabedoria! 9 Bendito seja o Senhor, teu Deus, a quem agradaste, que te colocou sobre o trono de Israel, porque o Senhor amou Israel para sempre, e te constituiu rei para governares com justiça e equidade". 10 Depois, ela deu ao rei cento e vinte talentos de ouro e grande quantidade de aromas e pedras preciosas. Nunca mais foi trazida tanta quantidade de aromas como a que a rainha de Sabá deu ao rei Salomão.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Salmo Responsorial

 Sl 83(84),3.4.5 e 10.11 (R. 2)

Responsório Sl 83(84),3.4.5 e 10.11 (R. 2)

- O justo tem nos lábios o que é sábio.

- O justo tem nos lábios o que é sábio.

- Deixa aos cuidados do Senhor o teu destino; confia nele, e com certeza ele agirá. Fará brilhar tua inocência como a luz, e o teu direito, como o sol do meio-dia. 

- O justo tem nos lábios o que é sábio, sua língua tem palavras de justiça; traz a Aliança do seu Deus no coração, e seus passos não vacilam no caminho. 

- A salvação dos piedosos vem de Deus; ele os protege nos momentos de aflição. O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, defende-os e protege-os contra os ímpios, e os guarda porque nele confiaram. 

Evangelho

Mc 7,1-13

Evangelho (Mc 7,1-13)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.

- Vossa palavra é a verdade; santificai-nos na verdade!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14 Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: "Escutai todos e compreendei: 15 o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior. 16 Quem tem ouvidos para ouvir, ouça". 17 Quando Jesus entrou em casa, longe da multidão, os discípulos lhe perguntaram sobre essa parábola. 18 Jesus lhes disse: "Será que nem vós compreendeis? Não entendeis que nada do que vem de fora e entra numa pessoa, pode torná-la impura, 19 porque não entra em seu coração, mas em seu estômago e vai para o fossa?" Assim Jesus declarava que todos os alimentos eram puros. 20 Ele disse: "O que sai do homem, isso é que o torna impuro. 21 Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, 22 adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. 23 Todas estas coisas más saem de dentro, e são elas que tornam impuro o homem".

- Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor.

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Homilia

O coração humano: fonte das nossas escolhas e da moralidade cristã

Naquele tempo, Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: “Escutai todos e compreendei, o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Marcos 7,14-23).

Meus irmãos e irmãs, Jesus apresenta o coração humano como sendo a sede das escolhas, das ações e dos comportamentos. Segundo a Doutrina Católica, o ser humano é “pai dos seus atos”, isto é, ele é genitor, ele dá origem e consistência a esses atos.

A moralidade dos atos humanos depende de três coisas: o objeto escolhido; o fim que se tem em vista ou a intenção; e as circunstâncias da ação.

Os três pilares da ação humana: objeto, intenção e circunstância

O objeto, a intenção e as circunstâncias são a fonte ou os elementos constitutivos da moralidade humana. Primeiro, o objeto escolhido é um bem para o qual a vontade se encaminha e a matéria de um ato humano. Ele especifica moralmente o ato da vontade na medida em que a razão o reconhece e o julga, conforme ou não o verdadeiro bem.

Em face do objeto, a intenção coloca-se do lado da pessoa que age, porque está na fonte voluntária da ação; é um elemento essencial na qualificação da moralidade da ação.

O fim, em vista, é o primeiro dado da intenção e designa a meta a atingir com determinada ação. O que eu pretendo com a minha ação? O que eu quero? Por exemplo: um serviço prestado pode ter um fim de ajudar o próximo, mas pode ser inspirado, ao mesmo tempo, pelo amor de Deus, como fim último de todas as ações.

Uma mesma ação pode também ser inspirada por várias intenções, como prestar um serviço para obter um favor ou para satisfazer uma vaidade.

Uma intenção boa, como ajudar o próximo, não torna bom nem justo um comportamento em si que seja desordenado, como a mentira ou a maledicência. Aquela velha frase: o fim não justifica os meios.

A redenção que cura o coração e transforma nossas intenções

Por fim, as circunstâncias, incluindo as consequências, são elementos secundários de um ato moral. Estas, contribuem para agravar ou para atenuar a bondade ou a malícia moral dos atos humanos.

Por exemplo, o montante de um roubo: uma coisa é alguém que roubou uma caneta, outra coisa uma pessoa que roubou um carro. Podem também diminuir ou aumentar a responsabilidade do agente, por exemplo, agir por medo da morte, em legítima defesa.

Jesus, como um bom conhecedor do coração humano, sabe que a sua redenção precisa chegar no mais íntimo do nosso ser. Deste modo, sairão do nosso interior, apenas boas ações, escolhas boas, intenções e finalidades boas.

Sobre todos vós, desça a benção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

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Versículo do Dia

Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. (Mt 5,3)
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