A tua palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho

Leituras do dia  15 de janeiro de 2026: Quinta-feira da 1 semana do Tempo Comum

Liturgia de Hoje

 

A Liturgia de Hoje é muito mais do que uma simples rotina religiosa — é o modo como a Igreja nos convida a entrar, diariamente, no ritmo de Deus. Por meio da liturgia, o tempo se torna sagrado: cada dia é uma nova oportunidade para encontrar Cristo vivo, presente na Palavra proclamada, nos sacramentos celebrados e na comunidade reunida.

Cada dia litúrgico traz consigo uma riqueza espiritual única. As leituras da Palavra de Deus nos conduzem por um itinerário de fé, esperança e caridade, iluminando os desafios da vida cotidiana com a luz do Evangelho. Os salmos nos ensinam a rezar com o coração, elevando nossas alegrias e dores a Deus. E a homilia é o momento em que o Espírito Santo fala ao nosso coração através do ministério da pregação.
 
Através da Liturgia de Hoje, os fiéis são convidados a mergulhar no mistério pascal de Cristo — Sua paixão, morte e ressurreição — que dá sentido à nossa existência. Participar ativamente da liturgia é abrir-se à graça de Deus que transforma e santifica.
 
Convido cada cristão a acolher a liturgia diária como alimento para a alma, como escola de oração e como encontro verdadeiro com o Amor divino. Que possamos viver cada celebração com fé renovada, permitindo que a Palavra e os sacramentos nos moldem à imagem de Cristo.
 

Leituras de Hoje

 
 

Liturgia do Dia 15 de janeiro de 2026: 1ª Semana do Tempo Comum

1ª Leitura: 1Sm 4,1-11
Salmo Responsorial:  Sl 43(44),10-11.14-15.24-25 (R. 26d)
Evangelho: Mc 1,40-45

Cor Litúrgica: Verde

1ª Leitura

1Sm 4,1-11

Primeira Leitura (1Sm 4,1-11)

Leitura do Primeiro Livro de Samuel.

1 Naqueles dias os filisteus reuniram-se para fazer guerra a Israel. Israel saiu ao encontro dos filisteus, acampando perto de Eben-Ezer, enquanto os filisteus, de sua parte, avançaram até Afec 2 e puseram-se em linha de combate diante de Israel. Travada a batalha, Israel foi derrotado pelos filisteus. E morreram naquele combate, em campo aberto, cerca de quatro mil homens. 3 O povo voltou ao acampamento e os anciãos de Israel disseram: "Por que fez o Senhor que hoje fôssemos vencidos pelos filisteus? Vamos a Silo buscar a arca da aliança do Senhor, para que ela esteja no meio de nós e nos salve das mãos dos nossos inimigos". 4 Então o povo mandou trazer de Silo a arca da aliança do Senhor Todo-poderoso, que se senta sobre querubins. Os dois filhos de Eli, Hofni e Fineias, acompanhavam a arca. 5 Quando a arca da aliança do Senhor chegou ao acampamento, todo Israel rompeu num grande clamor, que ressoou por toda a terra. 6 Os filisteus, ouvindo isso, diziam: "Que gritaria é essa tão grande no campo dos hebreus?" E souberam que a arca do Senhor tinha chegado ao acampamento. 7 Os filisteus tiveram medo e disseram: "Deus chegou ao acampamento!" E lamentavam-se: 8 "Ai de nós! Porque os hebreus não estavam com essa alegria nem ontem nem ante-ontem. Ai de nós! Quem nos salvará da mão desses deuses tão poderosos? Foram eles que afligiram o Egito com toda espécie de pragas no deserto. 9 Mas coragem, filisteus, portai-vos como homens, para que não vos torneis escravos dos hebreus como eles o foram de vós! Sede homens e combatei!" 10 Então os filisteus lançaram-se à luta, Israel foi derrotado e cada um fugiu para a sua tenda. O massacre foi grande: do lado de Israel tombaram trinta mil homens. 11 A arca de Deus foi capturada e morreram os dois filhos de Eli, Hofni e Fineias.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Salmo Responsorial

 Sl 43(44),10-11.14-15.24-25 (R. 26d)

Responsório Sl 43(44),10-11.14-15.24-25 (R. 26d)

- Libertai-nos, Senhor, pela vossa compaixão!

- Libertai-nos, Senhor, pela vossa compaixão!

- Porém, agora nos deixastes e humilhastes, já não saís com nossas tropas para a guerra! Vós nos fizestes recuar ante o inimigo, os adversários nos pilharam à vontade. 

- De nós fizestes o escárnio dos vizinhos, zombaria e gozação dos que nos cercam; para os pagãos somos motivo de anedotas, zombam de nós a sacudir sua cabeça. 

- Levantai-vos, ó Senhor, por que dormis? Despertai! Não nos deixeis eternamente! Por que nos escondeis a vossa face e esqueceis nossa opressão, nossa miséria? 

Evangelho

Mc 1,40-45

Evangelho (Mc 1,40-45)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.

- Jesus pregava a Boa-Nova, o Reino anunciando, e curava toda espécie de doenças entre o povo.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 40 um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: "Se queres tens o poder de curar-me". 41 Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: "Eu quero: fica curado!" 42 No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado. 43 Então Jesus o mandou logo embora, 44 falando com firmeza: "Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!" 45 Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo.

- Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor.

Reflexão

  • Jesus, sobretudo com seu estilo de vida e com suas ações, há demostrado como no mundo em que moramos está presente o amor. Este amor [misericordioso de Deus] se faz notar particularmente no contato com o sofrimento, a injustiça, a pobreza (São Joao Paulo II)

  • Vivemos neste mundo no que Deus não tem a evidência do palpável. Só se pode lhe encontrar com o impulso do coração e reconhecer que não só vivemos de “pão”, se não ante tudo da obediência à Palavra de Deus (Bento XVI)

  • Os homens, cooperadores muitas vezes inconscientes da vontade divina, podem entrar deliberadamente no plano divino, por suas ações por suas orações e também por seus sofrimentos (cf. Col 1,24). Tornam-se então plenamente “cooperadores de Deus” (1Cor 3,9) e do seu Reino (Catecismo da Igreja Católica, n°307)

  • Ver mais Reflexão do Evangelho de Hoje

    Homilia

    A compaixão de Jesus no encontro entre a miséria humana e a vontade divina

    Naquele tempo, um leproso chegou perto de Jesus e de joelhos pediu: “Se queres, tens o poder de curar-me”. Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero, fica curado”. No mesmo instante, a lepra desapareceu e ele ficou curado. (Marcos 1,40-45)

    A passagem do Evangelho de Marcos que relata a cura do leproso não é apenas um registro de um milagre físico, mas uma profunda revelação do caráter misericordioso de Cristo. Ao analisarmos a interação entre Jesus e aquele homem excluído, somos convidados a compreender a profundidade da compaixão de Jesus que se inclina sobre as nossas feridas.

    O sentimento profundo de Cristo: A explicação de esplanquinizomai

    Para compreender a reação de Jesus, é essencial observar o verbo grego utilizado pelo evangelista: esplanquinizomai. Traduzido como compaixão, o termo deriva de esplanca, que se refere às vísceras maternas, consideradas na antiguidade a sede dos sentimentos mais ternos e intensos.

    Quando o texto afirma que Jesus foi movido por compaixão, ele indica que o Senhor se sentiu “desinstalado” em sua humanidade e divindade. Não foi apenas algo superficial, mas um estremecimento interior. Jesus permitiu que a condição de dor daquele homem o envolvesse profundamente, provando que Seu amor é capaz de superar qualquer barreira, inclusive a da exclusão social e religiosa da época.

    A condição do leproso: entre o pecado e a exclusão

    Naquele tempo, a lepra era uma condição terrível, frequentemente associada ao pecado. Ela carregava o estigma da insensibilidade, da impureza e do contágio, resultando em separação, ruína e morte. O leproso não sofria apenas com a doença física, mas com a humilhação de ser considerado um morto-vivo perante a sociedade.

    Ao se aproximar, o homem reconhece que a compaixão de Jesus é maior que sua enfermidade. Então, ao estender a mão e tocar no impuro, Jesus rompe com a “condição de desgraça” e inaugura um novo tempo. O toque de Cristo não apenas cura a pele, mas restaura a dignidade daquele que era desprezado.

    O encontro da vontade humana com a vontade divina

    O diálogo entre o leproso e Jesus revela a essência da oração eficaz. O leproso diz: “se queres”, demonstrando um abandono total à vontade de Deus. Jesus responde: “eu quero”, revelando Seu desejo intrínseco de salvar e restaurar. É o encontro lindo da confiança humana com a nobreza do sentimento divino.

    Como costumamos dizer popularmente, a oração feita com confiança e entrega é capaz de mover o coração de Deus. Que o exemplo deste homem nos inspire a apresentar nossas lepras espirituais ao Senhor, confiando que Ele sempre deseja nos acolher em Seus braços de misericórdia.

    Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém!

     

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    Santo do Dia

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    Versículo do Dia

    Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. (Mt 5,3)
    📖 Evangelho do Dia
    🙏 Laudes
    📅 Calendário Litúrgico